segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Keep Calm - Da Segunda Guerra Mundial para as redes sociais

O cartaz é simples: em um fundo vermelho, uma coroa é estampada sobre a mensagem “keep calm and carry on” (em português, “mantenha-se calmo e siga em frente”).




A imagem virou febre. Primeiro, estampou cadernos, canecas e diversos acessórios. Então, caiu na rede, ganhou paródias bem inusitadas.
Mas qual a origem desse cartaz? Que história guarda a frase? Por que uma coroa no topo? 
Na primavera de 1939, época em que a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para enfrentar o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, o governo inglês decidiu imprimir pôsteres para acalmar a população imersa em territórios tomados pelo conflito. A ideia era imprimir três cartazes que seguissem o mesmo padrão de design: duas cores, uma frase impressa em fonte elegante e um desenho da coroa do rei George VI, à frente do país na época. Três versões foram enviadas à gráfica.
Na primeira, as letras elegantes, a coroa e a frase: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão nos trazer a vitória”

Na segunda, o mesmo design e a mensagem: “A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força”.

Os dois primeiros pôsteres foram distribuídos em setembro do mesmo ano e rapidamente invadiram paredes e janelas de lojas e vagões de trem. A terceira versão é aquela que você já conhece. Mas os ingleses da época da guerra nunca tiveram oportunidade de vê-lo. O cartaz com a frase “Keep calm and carry on” foi guardado para ser exposto apenas em uma situação de crise ou de invasão e acabou não sendo lançado.
Foi só em 2000, 61 anos depois de ser impresso, que o pôster caiu na boca do povo. Ele estava em um sebo na costa nordeste da Inglaterra no meio de livros empoeirados. Quando o encontrou, a dona da livraria o enquadrou e o pendurou na parede do estabelecimento. O pôster fez tanto sucesso entre os clientes que os donos decidiram imprimir cópias da imagem e comercializá-las. Foi aí que a frase começou a ganhar o mundo.
Mas por que é tão difundida? Talvez pelo conselho sensato, pelo design simples, pela mensagem universal. Para o cineasta Temujin Doran, diretor do curta que narra a história do pôster, as palavras são a chave para o sucesso: “trata-se de uma voz histórica, que oferece uma mensagem simples e sincera para inspirar a população a superar tempos difíceis. É um conselho que nunca envelhece: mantenha-se calmo e siga em frente”.

Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/conheca-a-origem-do-keep-calm-and-carry-on/  via http://historiaeumbarato.blogspot.com.br


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A CAPILHA DO TAIM

Dias atrás, em uma rápida viagem que fiz para o sul do Estado, tive a oportunidade de passar por Pelotas, onde morei por um ano para cursar o Mestrado, Piratini, que tanto desejava retornar, e Santa Vitória do Palmar, que para chegar é preciso passar pela Reserva Ecológica do Taim. Dentro da Reserva, há uma diversidade de animais vivendo nos ambientes alagados e pequenas comunidades que sobrevivem basicamente da pesca, da criação de gado, do plantio de arroz e pastagens.



Uma dessas comunidades chama-se Capilha de Rio Grande ou Vila Capilha, localizada às margens da Lagoa Mirim, 4º Distrito da cidade de Rio Grande. Seu nome deriva do espanhol "Capilla", ou seja, "capela" em português, que acaba justificando o nome dado à localidade devido a existência da mesma.
A Capela que leva o nome de Nossa Senhora da Conceição é uma das primeiras edificações da fronteira sul do Brasil. Neste local, a primeira foi construída em 1785, sendo chamada pelos espanhóis "Capela de São Pedro" por estar no continente de São Pedro. Em 1844 foi reconstruída tendo entre seus patrocinadores o famoso Capitão Faustino Corrêa, fazendeiro da região.

Recentemente, uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande - FURG realizou pesquisas arqueológicos na Capela e encontrou vestígios da existência de uma outra capela no mesmo local, que pode ter sido construída por volta do ano de 1700. Pelo menos duas outras já haviam sido erguidas ali, uma delas de madeira, a qual teve uma das paredes queimada. Conforme os estudos, possivelmente, a primeira capela tenha sido erguida para acompanhar um corpo de guarda de fronteira. A estrutura pode ter sido abandonada durante os 13 anos de ocupação espanhola.
Seu estado de conservação é bastante precário, porém, existem processos em andamento para subsidiar seu restauro. Como na maioria dos prédios históricos, essa pequena capela sofre com as ações do tempo e da burocracia estatal, o que pode causar perdas irreversíveis ao patrimônio artístico e histórico nacional.
Por fim, esse passeio me proporcionou visualizar paisagens belíssimas e, é claro, conhecer mais um pedacinho do nosso Estado.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mafalda


No dia 15 de março de 1962, segundo Quino, o autor que a criou, surge no coração do bairro “San Telmo” em Buenos Aires uma de suas personagens mais importantes: a Mafalda. Preocupada com os rumos da sociedade e do planeta, ficou conhecida a partir de 1964 através de tirinhas publicadas em jornal portenho. Inicialmente, Mafalda e seus pais aparecem em situações diárias, onde ela já demonstra sua preocupação com questões políticas, econômicas, ambientais e tantos outros assuntos nada comuns para uma menina de 6 anos de idade. No ano seguinte, em 1965 o autor cria seus amiguinhos Felipe, Manolito e Suzanita, que a partir de então, farão parte da vida de Mafalda e serão motivos de questionamento da menina. Mais a frente, conhece Libertad, uma pequena amiga que lhe é parceira nas críticas sociais e nasce o seu irmãozinho Guille. Mafalda ganha de seu pai uma tartaruga a quem dá o sugestivo nome de “Burocracia”. A personagem, que é apaixonada pelos “Beatles” e odeia sopa, ficou conhecida internacionalmente chegando em 1976 a fazer parte de um pôster da UNICEF ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Quino seu criador escreveu historietas sobre a personagem até o ano de 1973 resultando em mais de dez livros publicados e desenhos animados. Apesar de já se passarem décadas de seu surgimento, Mafalda continua sendo lida e admirada, uma vez que suas “historietas” seguem atuais e muitas vezes expressam muito daquilo que vivemos e sentimos no nosso cotidiano.
Segue abaixo algumas tirinhas:












Sobre o blog

Há muito tempo penso em montar um blog para compartilhar assuntos relacionados à História, minha área de formação, na qual atuo como professora e, principalmente, pela qual alimento uma paixão que certamente será para o resto da vida. No entanto, o desafio parecia ser algo difícil demais. Criei coragem, respirei fundo - sim, manusear essas tecnologias definitivamente não são minhas melhores atribuições -, e aqui está: um blog destinado a assuntos interessantes relacionados à História, atualidades, política, cultura, e é claro, humor. Desejo fazer deste blog um espaço com uma diversidade de assuntos para todos amigos, familiares, colegas de profissão, alunos e interessados. Que seja um local para a troca e construção do conhecimento! Sejam bem vindos!